OBJETIVOS:
Compreender a importância do perdão;
Prece Inicial:
Atividade # 1:
- Conhece-te a ti mesmo – Leitura e Preenchimento
Atividade # 2:
- Análise da Parábola
· Leitura
· Explicações· Conclusões
Atividade # 3:
- Leitura – O perdão (Divaldo Franco / Joanna de Angelis)
- Conhece-te a ti mesmo – Conclusões
Atividade # 5:
- Dinâmica – O que é mais importante: Perdoar ou Pedir Perdão?
- Relaxamento - Audio
Avaliação / Auto-Avaliação
Evangelizadores: Martha/Paulo
ATIVIDADES:
“Conhece-te a ti mesmo”
Responda, com sinceridade, as perguntas a seguir:
1. Você perdoa sempre as ofensas recebidas?
2. Procura não falar mal dos outros?
3. Tem paciência para ficar em uma fila?
4. Sente arrependimento quando faz algo errado?
5. É incapaz de falar palavrão?
6. Consegue não guardar ressentimento?
7. Evita dramatizar suas doenças?
8. Nunca usa de franqueza exagerada?
9. Procura não gastar mais do que dispõe?
10. Visita seus amigos ou parentes enfermos?
11. Evita queixar-se sistematicamente de tudo e de todos?
12. Ajuda o próximo sem esperar recompensa?
13. Repete com paciência o que você fala mais de cinco vezes quando a outra pessoa não entende?
14. Trata os familiares como trata as visitas?
15. Consegue vencer sempre seu mau humor?
16. Gosta de receber elogios?
17. E de receber críticas?
18. Procura fazer planos e busca realiza-los?
19. Consegue dominar o seu medo, mantendo a confiança?
20. Você procura falar menos e ouvir mais os outros?
21. Não condena o próximo antes de apurar se ele é culpado?
22. Chega sempre na hora nos seus compromissos?
23. Nunca faz amizade por interesse?
24. Procura dominar seus vícios?
25. É incapaz de condenar as pessoas que não pensam como você?
26. Não se irrita com facilidade?
27. Compreende as limitações do outro?
Respostas “Sim”
_________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Respostas “Não”
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________Conclusão:
__________________________________________________________________________________________________________________________________________________________O perdão na visão da Psicologia profunda é dar o direito de cada um ser como é. E também a nós o direito de sermos como somos. Se o próximo é assim, não nos cabe modificá-lo, mas se estou assim, tenho dever de modificar-me para melhor. Não posso impor-me ao outro, porque minhas palavras serão apenas propostas. Eu que estou desejando ser feliz tenho a psicologia da minha autotransformação. E nunca devolverei mal por mal; procurarei sempre retribuir o mal com o bem. Se o outro é um caluniador, não posso me permitir ser igual a ele. Toda vez que fico com raiva a pessoa está me manipulando, e eu não deixo ninguém me manipular. Não posso permitir que um desequilibrado me oriente. Sou eu a pessoa saudável; não devo dar a ele a importância que se atribui. Devo olhá-lo como um terapeuta olha um doente. Se tenho uma visão diferente da vida, e se desejo transmitir esta visão, é nobre; mas não posso esperar que o outro a acate, porque ele está em outro nível de evolução. Devo dar o direito ao outro de ser inferior, se isto lhe agrade. Se achamos que ele nos ofendeu, a nossa é uma situação simpática. Se ele nos caluniou, tanto eu como ele sabemos que é mentira dele. Se nos traiu, somos a vítima e ele sabe que é nosso algoz. Então o problema é da consciência dele. Não devemos cultivar animosidade, e sim perdoar. Não ficarmos manipulados, dominados pelo ódio, odiando também.
Esquecer é outra coisa. Na luz da Psicologia profunda o perdão não tem nada a ver com o esquecimento. Na visão espiritualista o perdão é o total esquecimento. São dois pontos diferentes. Não devolver o mal depende de mim; esquecer depende da minha memória. Muita coisa eu queria esquecer e simplesmente não esqueço. Se dou um golpe num móvel e causou uma lesão nos tecidos da mão, essa lesão só vai desaparecer com o tempo, quando o organismo se recompor. Eu posso reconhecer que não devia ter feito, mas esse reconhecimento não tira o dano que causei. À luz da Psicologia profunda, o perdão é exatamente não devolver o mal. Tenha a raiva, mas não a conserve que faz muito mal. Á predominância da natureza animal, sobre a espiritual, questão 742 do Livro dos Espíritos. Sentimos o impacto e não temos como evitar a raiva, é fisiológico, reagimos no momento. Mas conservar a mágoa é da minha vontade. Se eu conservar a mágoa tenho um transtorno psicológico, sou masoquista, gosto de sofrer. É tão maravilhoso quando a gente ouve: Coitado! E aí fica pior. O outro vai embora e a gente fica aquele depósito de lixo, intoxicando-se. O racional é nos libertarmos de tudo que nos perturba. Somos seres inteligentes e possuímos os mecanismos de libertação.
Geralmente dizemos: Mas ele não devia ter feito isto comigo. Mas fez, o problema é dele. Quem rouba, quem furta é que é o ladrão. Já está encarcerado na consciência culpada. A visão psicológica do perdão é diferente da visão espiritualista do perdão. Como seres emocionais sentimos o impacto da agressão, mas não devemos nos revoltarmos, e trabalhemos para esquecer.
A medida que formos trabalhando, a mágoa, a ofensa, vai perdendo o significado. A medida que vamos descobrindo nossos valores, ela vai desaparecendo. Quando estamos de bom humor, ouvimos até desaforos.
O esquecimento somente vem quando a memória se encarrega de diluir a impressão negativa, o que demanda tempo, reflexão e auto-superação.
O que devemos é não devolver o mal que nos foi feito. A pessoa nos diz uma palavra grave, e nós conseguimos segurar. Aí ela diz "você me desculpe, eu não tive a intenção... Você vai perdoar?" — Estou pensando. — Mas então não perdoa? você não é espírita? sou espírita, mas, agora, não tenho condição de perdoar, agora me dê licença...
Seja gentil com você. Ame-se. Não permita que ninguém torne sua vida insuportável, nem para você, nem para os outros.
A pessoa saudável não faz o mal conscientemente a ninguém. Mas quando está de mal consigo, agride o outro. Então seja gentil com você; seja honesto; está com raiva, admita. Estou magoado, etc. Reprimir esses ressentimentos vai ficar lhe prejudicando. Digira sua raiva; digira o ressentimento. Não os mantenha. Necessário deixar cicatrizar; às vezes fica uma cicatriz e é necessário uma cirurgia.
Parábola dos Talentos
A Parábola do Credor Incompassivo (também conhecida como Servo Ingrato, Servo Impiedoso, Servo Incompassivo, Servo Mau ou Servo Cruel)
" 21. Então Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, quantas vezes pecará meu irmão contra mim, que lhe hei de perdoar? será até sete vezes? 22. Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete.
2.2 18:23: Por isto o reino dos céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos
2.3 11:24: e, tendo começado a tomá-las, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos
2.4 18:25: mas não tendo ele com que pagar, ordenou seu senhor que fossem vendidos, ele, sua mulher, seus filhos, e tudo o que tinha, e que se pagasse a divida
2.5 18:26: Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor,
tem paciência comigo, que tudo te pagarei
2.6 18:27: O senhor daquele servo, pois, movido de compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a divida
2.7 18:28: Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem denários; e, segurando-o, o sufocava dizendo: Paga o que me deves
2.8 18:29: Então o seu companheiro, caindo-lhe aos pés, rogava-lhe, dizendo:
Tem paciência comigo, que te pagarei.
2.9 18:30: Ele, porém, não quis: antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida
2.10 18:31: Vendo, pois os seus conservos o que acontecera, contristaram-se grandemente, e foram revelar tudo isso ao seu senhor
2.11 18:33: não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, assim como eu tive compaixão de ti?
2.12 18:34: E, indignado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse
tudo o que lhe devia
2.13 11:35: Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada
em a seu irmão
Parábola dos Talentos - Explicações
Esta parábola faz uma série de pontos:
· O perdão de Deus é de enorme magnitude, como os 10.000 talentos (Quantia muito grande).
· Este enorme grau de perdão deve ser o modelo para a maneira que os cristãos perdoam os outros.
· Uma natureza que não perdoa é ofensiva a Deus.
· O perdão deve ser genuíno.
Na época romana, um talento equivalia a 6.000 denários, sendo um denário quase o
salário de um dia para um trabalhador comum. Se o salário de um dia na época atual
está em de 50 dólares, 10.000 talentos seriam 3 bilhões de dólares! No Tanakh, um
talento pesa 75,6 libras. Essa quantidade de ouro, numa medida de 350 dólares/onças,
vale aproximadamente 4 bilhões de dólares; a mesma quantidade de ouro, a uma taxa
de 4 dólares/onças, alcançam mais de 40 milhões de dólares. Hamã ofereceu ao rei
Assuero, da Pérsia, 10.000 talentos de prata para destruir os judeus (Ester 3:9). O museu
em Heraklion, em Creta, tem talentos minoanos de 3.500 anos de idade lingotes de
metal utilizados para pagar dívidas.[3]
Cem denários: nos dias de hoje, cerca de R$ 10 mil reais. [3]
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