NOSSOS HORÁRIOS

NOSSOS HORÁRIOS

terça-feira, 2 de junho de 2015

PARABOLA DOS TALENTOS

Havendo subido com seus discípulos ao monte das Oliveiras, dias antes de ser crucifi­cado, disse-lhes o Mestre:

“O Senhor age como um homem que, tendo de fazer longa viagem fora do seu país, chamou seus servidores e lhes entregou seus bens. De­pois de dar cinco talentos a um, dois a outro e um a outro, segundo a sua capacidade, partiu imediatamente.

Então, o que recebera cinco talentos foi--se, negociou com aquele dinheiro e ganhou outros cinco. O que recebera dois, da mesma sorte, ganhou outros dois; mas o que apenas recebera um, cavou na terra e aí escondeu o dinheiro de seu amo.

 Passado longo tempo, o senhor daqueles servos voltou e os chamou a contas. Veio o que recebera cinco talentos e lhe apresentou outros cinco, dizendo:
        — Senhor, entregaste-me cinco talentos; aqui estão, além desses, mais cinco que lucrei.
        Respondeu-lhe o amo:
       —  Bem está, servo bom e fiel, já que foste fiel nas coisas pequenas, dar-te-ei a intendência das grandes. Entra no gozo de teu senhor.

O que recebera dois talentos apresentou-se a seu turno e lhe disse:
            Senhor, entregaste-me dois talentos; aqui estão, além desses, dois outros que ganhei.
E o amo:
—    Servidor bom e fiel, pois que foste fiel em pouca coisa, confiar-te-ei muitas outras. Compartilha da alegria do teu senhor.

Veio em seguida o que recebera apenas um talento e disse:
—    Senhor, sei que és homem severo, que ceifas onde não semeaste e colhes de onde nada puseste, por isso, como tive medo de ti, escondi o teu talento na terra; eis, aqui tens o que é teu.
O    homem, porém, lhe respondeu:
Servidor mau e preguiçoso, se sabias que ceifo onde não semeei e que colho onde nada pus, devias pôr o meu dinheiro nas mãos dos banqueiros, a fim de que, regressando, eu retirasse com juros o que me pertence.

E prosseguiu:
—    Tirem-lhe, pois, o talento que está com ele e dêem-no ao que tem dez talentos, porqüanto, dar-se-á a todos os que já têm e esses ficarão cumulados de bens. Quanto àquele que nada tem, tirar-se-lhe-á mesmo o que pareça ter; e seja esse servidor inútil lançado nas tre­vas exteriores, onde haverá prantos e ranger de dentes.” (Mat. 25:14 a 30)

Tentemos a interpretação desta parábola.

Está visto que o senhor, aí, é Deus; os servos somos nós, é a Humanidade; os talentos são os bens e recursos que a Providência nos outorga para serem empregados em benefício próprio e no de nossos semelhantes; o tempo concedido para a sua movimentação é a exis­tência terrena.

A distribuição de talentos em quantidades desiguais, ao contrário do que possa parecer, nada tem de arbitrária nem de injusta: baseia-se na capacidade de cada um, adquirida antes da presente encarnação, em outras jornadas evolutivas.

Os que recebem cinco talentos são espíri­tos já mais experimentados, mais vividos, que aqui reencarnam para missões de repercussão social; os que recebem dois, são destinados a tarefas mais restritas, de âmbito familiar; e os que recebem um, não têm outra respon­sabilidade senão a de promoverem o progresso espiritual de si mesmos, mediante a, aquisição de virtudes que lhes faltam.

Nota-se, aqui, a aplicação daquele outro ensino do Mestre: “Muito será pedido a quem muito foi dado.” Ao que recebeu cinco talentos foram reclamados outros cinco; ao que recebeu dois, outros dois; e ao que recebeu um, a exi­gência foi de apenas um.

Os servos que fizeram que os talentos se multiplicassem representam os homens que sa­bem cumprir a vontade de Deus, empregando bem a fortuna, a cultura, o poder, a saúde ou os dons com que foram aquinhoados.

O servo que deixou improdutivo o talento, falhando na incumbência que lhe fora cometida, simboliza os homens que perdem as oportuni­dades ensejadas pela Providência para o seu adiantamento espiritual, oportunidades essas que lhes chegam através de uma enfermidade a ser sofrida com paciência, de um grande dis­sabor a ser recebido sem desespero, de um filho estróina ou rebelde a ser tratado com especial atenção e carinho, de uma injustiça a ser tolerada sem revolta, de um inimigo gra­tuito a ser conquistado com amor, de uma des­lealdade ou traição a ser suportada com lar­gueza de ânimo, de uma condição adversa a ser superada com esforço e perseverança, etc.

Nesse terceiro servo vemos posto em re­levo o mau vezo de certos homens, que, para encobrirem suas faltas ou justificarem suas fraquezas, não hesitam em atribuir deméritos puramente imaginários aos outros.

“Dar-se-á aos que já têm e esses ficarão acumulados de bens”, significa que todo aquele que diligencia por corresponder à confiança do Senhor, receberá auxilio e proteção para que possa aumentar as virtudes que já possui.

“Ao que não tem, tirar-se-lhe-á até o que parece ter, e seja esse servidor inútil lançado nas trevas exteriores, onde haverá choro e ran­ger de dentes”, quer dizer que, aquele que não se esforçar para acrescentar alguma coisa àquilo que recebe da misericórdia divina, ex­piará, em futuras reencarnações de sofrimen­tos, a incúria, a preguiça, a má vontade de que deu provas, quando se verá privado até do pouco que teve, por empréstimo.

Agora, uma advertência:
Não sabemos quando o Senhor virá cha­mar-nos a contas.
Poderá tardar ainda, como poderá ser hoje ou amanhã.
Estamos preparados para isso? Temos fei­to bom uso dos “talentos” que Ele nos confiou? De que maneira estamos empregando nosso tempo, nossa inteligência, nossas possibilidades de servir?
Faça cada qual um exame de consciência e responda, depois, a si mesmo...
(Retirado do livro Parábolas Evangélicas – Rodolfo Calligaris

Dividir os pais em 2 grupos. Dar 10 minutos para leitura e elaboração dos comentários das questões. Cada grupo terá 3 minutos para apresentar 1 questão e depois abriremos para discussão do grupo por no máximo 5 minutos.

Questão A: Ele não valorizou o talento que recebeu, achando que era muito pouco e qualquer esforço que fizesse não faria diferença e não compensaria o risco de perdê-lo.

Questão B: O que levou o 3º servo a enterrar seu talento foi medo de desapontar o seu senhor por não se achar capaz de realizar o trabalho ou foi orgulho ferido por ter sido preterido em relação aos que receberam uma soma maior.

Questão C: Aprendemos que fomos criados simples e ignorantes com o objetivo de nos tornarmos anjos. Esse foi o caminho que Jesus percorreu. Se ele conseguiu o 3º servo será capaz de percorrer esse mesmo caminho também.

LE – pergunta 676 – Por que o trabalho é importante ao homem?
É uma consequência de sua natureza corporal. È uma expiação e, ao mesmo tempo, um meio de aperfeiçoar sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria na infância da sua inteligência. Por isso, ele não deve seu sustente sua segurança e seu  bem-estar senão ao seu trabalho e à sua atividade. Aquele que é muito fraco de corpo Deus deu a inteligência para isso suprir; mas é sempre um trabalho.
Muitas vezes não tomamos a iniciativa de realizar uma tarefa porque achamos que nosso trabalho não faria diferença, afinal sou só eu! Mas esquecemos  que fazemos parte de um planejamento cósmico, que formos inteligentemente agrupados para que o que faltar em um seja compensado pelo outro. Quebramos esse equilíbrio quando enterramos nosso talento, por achar que não fará falta a ninguém.
ESE-cap. 7 – Bem-aventurados os pobres de espírito.
O Espiritismo nos mostra outra aplicação desse principio nas encarnações sucessivas, onde aqueles que foram os mais elevados numa existência, são rebaixados à última posição numa existência seguinte, se foram dominados pelo orgulho e pela ambição. Não procureis, pois, o primeiro lugar sobre a Terra, nem vos colocar acima dos outros, se não quereis ser obrigados a descer; procurai, ao contrário, o mais humilde e o mais modesto, porque Deus saberá vos dar um lugar mais elevado no céu, se o merecerdes.

Jesus é nosso maior exemplo, buscamos atingir e repetir o que ele nos ensinou e a maneira como ele viveu entre nós. Mas a dúvida é somos realmente capazes de nos tornarmos como Jesus? Atingir essa categoria de espirito? Segundo Ramatis no Livro O Sublime Peregrino, a resposta é SIM. “Jesus  também foi imaturo de espirito e fez o mesmo curso espiritual evolutivo através de mundos planetários, já desintegrados no Cosmo. Isso foi há muito tempo, mas decorreu sob o mesmo processo semelhante ao aperfeiçoamento dos demais homens. Em caso contrário, o Criador também não passaria de um Ente injusto e faccioso, capaz de conceder privilégios a alguns de seus filhos preferidos e deserdar outros menos simpáticos.
Jesus alcançou a angelitude sob a mesma Lei que também orienta o selvagem embrutecido para a sua futura emancipação espiritual, tornando-o um centro criador de novas consciências no seio do Cosmo. Ele forjou sua consciência espiritual sob as mesmas condições educativas do bem e do mal, do puro e do impuro, da sombra e da luz, tal qual acontece hoje com a vossa humanidade. Os orbes que lhe serviram de aprendizado planetário já se extinguiram e se tornaram pó sideral, mas as suas humanidades ainda vivem despertas pelo Universo, sendo ele um dos seus venturosos cidadãos.
Mas como isso é possível? Por onde começar?
“As pessoas quando educadas para enxergarem claramente o lado sombrio de sua própria natureza, aprendem ao mesmo tempo a compreender e amar seus semelhantes” Carl Jung

Segundo Joana de Angelis – Autodescobrimento – Uma busca Interior
A necessidade, portanto, do autodescobrimento, em uma panorâmica racional, torna-se inadiável, a fim de favorecer a recuperação, quando em estado de desarmonia, ou o crescimento, se portador de valores intrínsecos latentes. Enquanto não se conscientize das próprias possibilidades, o indivíduo aturde-se em conflitos de natureza destrutiva, ou foge espetacularmente para estados depressivos, mergulhando em psicoses de vária ordem, que o dominam e inviabilizam a sua evolução, pelo menos momentaneamente. A experiência do autodescobrimento faculta-lhe identificar os limites e as dependências, as aspirações verdadeiras e as falsas, os embustes do ego e as imposturas da ilusão.

Porque se desconhece, vitimado por heranças ancestrais — de outras reencarnações —, de castrações domésticas, de fobias que prevalecem da infância, pela falta de amadurecimento psicológico e outros, o indivíduo permanece fragilizado, susceptível aos estímulos negativos, por falta da autoestima, do autorrespeito, dominado pelos complexos de inferioridade e pela timidez, refugiando-se na insegurança e padecendo aflições perfeitamente superáveis, que lhe cumpre ultrapassar mediante cuidados o programa de discernimento dos objetivos da vida e pelo empenho em vivenciá-lo. Inadvertidamente ou por comodidade, a maioria das pessoas aceita e submete-se ao que poderia mudar a benefício próprio, autopunindo-se, e acreditando merecer o sofrimento e a infelicidade com que se vê a braços, quando o propósito da Divindade para com as suas criaturas é a plenitude, é a perfeição.

Quanto mais consciente o ser, mais saudáveis os seus equipamentos para o desempenho das relevantes tarefas que lhe estão reservadas.

ESCUTANDO SENTIMENTOS – HERMANCE DUFAUX

Na acústica da alma existem mensagens sobre o Plano do Criador para nosso
destino. Aprender a ouvilas e exercitar, diariamente, a plena atenção aos ditames libertadores dos sentimentos. Interferências internas e externas subtraemnos, constantemente, a apreensão desses “recados do coração”.
Escutar os sentimentos não significa adotálos prontamente. Mas aceitálos em
nossa intimidade e criar uma relação amigável com todos eles. Aceitálos sem reprimir ou se envergonhar. Essa atitude é o primeiro passo para um diálogo educativo com nosso mundo íntimo. Somente assim teremos uma conexão com nossa real identidade psicológica, possibilitando a rica aventura do autodescobrimento no rumo da singularidade — a identidade cósmica do Espírito.
O sentimento é a maior conquista evolutiva do Espírito. Aprendendo a escutá-lo, estaremos entendendo melhor a nossa alma. Não existe um só sentimento que não tenha importância no processo do crescimento pessoal. Quando digo a mim mesmo “não posso sentir isto”, simplesmente estou desprezando a oportunidade de autoinvestigação, de saber qual é ou quais são as mensagens profundas da vida mental.

Será que as memórias de antigas encarnações não se acumulam e se prendem a nós com tanta intensidade que passamos a acreditar que esses personagens são a nossa essência real? Não será ai a origem do nosso orgulho que nos impede de realizar pequenos trabalhos, de nos reconhecer como limitados moralmente e nos impede de realizar com prazer um trabalho de menor importância, enquanto que outros, que nós consideramos como menos capazes recebem tarefas mais importantes.
Sem dúvida acumulamos memórias de nossas varias encarnações. Que permitimos que nosso mental, utilizando essas memórias, controle nossas vidas. Vivemos em conflito porque buscamos atingir um padrão evolutivo, cujo modelo é Jesus 100% amor e queremos atingir esse objetivo sendo 100% mental. Vamos tentar ouvir um pouco mais nossa essência, quem nós realmente somos, como Jesus nos dizia: Vós sois Deuses!
Através da função intelectual o ser se expressa como indivíduo, pois já deve ter superado a fase das emoções, das paixões e dos instintos. Analisa, calcula e raciocina, proporcionando ao espírito a noção de ser e existir. Com o intelecto o homem consegue compreender a sua relação com o mundo que o cerca, formando a consciência própria, reconhecendo-se como sujeito – o Eu.
      Essa dimensão da vida - o corpo mental inferior ou corpo do intelecto – é responsável pelo domínio das emoções. Utiliza-se das experiências adquiridas e arquivadas na fase instintiva da subconsciência de forma a canalizar os recursos aí armazenados para o crescimento.
     A consciência do corpo mental abrange um espaço muito reduzido, limitado, o que poderá gerar uma deturpação da realidade. Como está inserido no contexto do aqui e agora, corre o risco de se exaltar diante dos fenômenos do mundo das formas. Nesse caso o homem poderá sucumbir, deixando os conteúdos do instinto arquivados no subconsciente predominarem sobre os atributos do corpo mental inferior, ou intelecto. A ação do campo mental inferior é intermediária entre a dimensão espiritual propriamente dita e a fase instintiva ou entre o corpo emocional e o mental abstrato, superior.
Livro – Além da Matéria – Uma ponte entre ciência e espiritualidade- espírito Joseph Gleber – Robinson Pinheiro


Nenhum comentário: